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O esconde-esconde de conhece-te a ti mesmo

Uma velha máxima russa sentencia: “Царь всегда хорош, но бояре плохие” (“O tsar é sempre bom, os boiardos é que são ruins” — boiardos são os antigos nobres feudais que orbitavam ao redor do suserano-mor, o tsar).

Com variações relacionadas às mudanças histórico-políticas, ouvi essa mesma máxima na Rússia neotsarista de Vladímir Pútin, em 2018 (“Ah, se o Pútin soubesse o que está acontecendo aqui embaixo…”); na China Popular de Xi Jinping, em 2017 (“Informem já o camarada Xi!”); e na Cuba castrista dos irmãos Fidel e Raul, em 2013 (“Deixem estar, não vai ficar assim… Quando o Fidel e o Raul ficarem sabendo de tudo isso…”).

Tal mescla de submissão (“O comando é deles”) e alienação (“A responsabilidade não é minha”) nos revela que a natureza humana, una, se esgueira sob várias máscaras e tremula, patriótica, com as mais variadas bandeiras.

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